segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sigurdsson e Barkley. As diferenças de dois potenciais titulares do Everton


Uma possível chegada de Sigurdsson traria mais verticalidade ao meio campo, mas pode significar a perda de posição de Barkley

O Everton FC surpreendeu a todos ao entrar nessa janela de transferência com uma força quase nunca vista na história do clube. Foram seis contratações até o momento, com a possibilidade de pelo menos mais duas ou três, de acordo com os jornais ingleses. Entretanto, duas novelas em particular se arrastam durante esse período e têm deixado os torcedores dos Toffees bastante atônitos: a possibilidade de contratação de Gylfi Sigurdsson do Swansea, e a possibilidade da venda de Ross Barkley. A chegada de um e a saída do outro traria um melhor rendimento para a equipe?

Sobre Barkley, o Tottenham Hotspurs acenou com um interesse pela compra do inglês. Porém, segundo a mídia inglesa, os Toffees pediram cerca de £50 milhões e o time de Londres se assustou. Com a chegada de novas peças para o elenco, é bastante provável que Barkley acabe perdendo espaço no XI inicial de Ronald Koeman, já que é um atleta marcado por uma incômoda instabilidade. Alternando jogos bons e ruins, o meia ainda não conseguiu ascender a um patamar que se espera dele. Porém, foi de fundamental importância para o sétimo lugar conquistado na última temporada.


Sigurdsson, por outro lado, praticamente carregou o Swansea nas costas e o arrastou para fora da zona de rebaixamento com sucesso. Foi, com certeza, o grande jogador dos Cisnes da última temporada. A equipe galesa quer manter o islandês a qualquer custo no elenco, tanto que elevou seu preço de venda para £50 milhões na tentativa de afugentar os interessados. Todavia, ao que parece, o valor não afugentou o Everton. O fim da novela é aguardado ansiosamente pelos torcedores.

Barkley é um jogador totalmente identificado com a equipe. Era torcedor desde pequeno e é amado pelos fãs do clube, mas muitas vezes se mostra displicente mesmo sendo um homem com técnica refinada. Sigurdsson parece ser mais dedicado. Seu desempenho mostra que se sobressaiu em um time com elenco muito mais limitado.

Ambos jogam em uma faixa similar do campo. Sendo meias ofensivos, o inglês ainda às vezes acaba jogando um pouco mais recuado, por isso acaba tocando mais na bola. O islandês trabalha mais a frente e toca menos na pelota, mas costuma ser mais vertical no seu jogo.

Vamos analisar a comparação abaixo, contando com Davy Klaassen também.



Nesses dados fornecidos pelo Squawka, são analisados a média de parâmetros por 90 minutos. Por exemplo, média de passes por 90 minutos, etc.

Essas estatísticas mostram o quanto Barkley – mesmo tendo jogado menos – costuma passar mais a bola do que tanto Sigurdsson como Klaassen. Em média, o inglês passa a bola quase 50 vezes por partida, enquanto o islandês passa a bola quase a metade disso, cerca de 27 vezes. Isso pode ser explicado pelo posicionamento, como já foi falado. Barkley muitas vezes recua quase o campo inteiro para ajudar na saída de bola, atua muitas vezes, como um famoso “box to box” (área a área). Sigurdsson guarda mais posição trabalhando quase sempre do meio para frente.

Em passes importantes, Barkley ainda vai um pouco melhor. Com uma média de 2.30 por jogo, ele supera os 1.60 do atleta do Swansea. Porém, por incrível que pareça, Sigurdsson leva a melhor em número de assistências. Foram 13 de Sig contra 8 de Barkley. Nesse quesito, observa-se algo interessante. A distância média dos passes de Gylfi é quase dois metros maior do que de Ross, o que explica que em sua maioria, Sigurdsson toca menos a bola, mas sempre procura jogadas mais em profundidade do que Barkley, que muitas vezes atua como um armador recuado e passa a bola lateralmente com mais frequência.

O trunfo maior de Sigurdsson está nos gols. Foram 9 contra 5. Sigurdsson chuta mais ao gol, como mostra o gráfico e é mais preciso. Com uma média de 3.11 chutes contra 2.79 de Barkley, o islandês ainda conta com cerca de 59% de precisão nos chutes contra 48% do menino inglês.

Em resumo, pode-se afirmar que seria uma maravilha poder contar com os dois jogadores no time. Caso não seja possível, Sigurdsson será um substituto à altura de Barkley. Talvez até melhor, porque, agora sem Lukaku, o meio campo dos Toffees precisará marcar mais gols para equilibrar os jogadores e ganhar suas partidas. 

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